
Sonhava com o magistério desde quando comecei a pensar em profissões, talvez mesmo antes, já que, minhas brincadeiras que crianças eram , na maioria das vezes, relacionadas a "brincar de escolinha".
Fiz o chamando Curso Normal (que ainda não descobri o porquê desse nome) e durante o Ensino Médio, fui revendo algumas vontades, e a parte financeira da profissão fez-me pensar em abrir mão da minha vontade de menina. Acabado o curso, chegou a hora do vestibular, estava decidida pelo curso de publicidade. Trabalhei como professora para financiar o "cursinho" pré-vestibular . Foi então que achei que não adiantava fugir da minha "vocação" e prestei vestibular para Pedagogia. Posteriormente, cursei especialização em Educação Infantil.
Enfim, atuo na área de educação há 10 anos e apesar dos pesares, sempre acreditei que valia a pena ver uma criança escrever seu nome porque eu ensinei, sim isso me envaidece, qualquer desenvolvimento que um aluno tenha. Porem, esse ano tenho novamente revisto algumas prioridades. A educação no país nunca foi justa e hoje em dia parece que as coisas pioram. Quando comecei a sonhar com magistério, era porque achava o máximo a inteligência das minhas "tias de escola que sabiam de tudo", o respeito e admiração que eu e muitos outras alunos possuíam por elas. Porém, hoje quase não vejo mais isso, o que acontece são professores sendo agredidos verbal, e em alguns casos, fisicamente. Alunos desinteressados, pais irresponsáveis e a culpa do "fracasso da educação" cai no ombro do professor. (Claro que existem professores medíocres, como em qualquer profissão, mas não escrevo sobre isso).
Enfim, é lamentável dizer, mas não incentivo ninguém a seguir a carreira que tanto sonhei e sim, talvez esteja pensando em traçar outros caminhos, se vou fazê-lo não sei, mas a possibilidade existe.
Tazinha Agra
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